22 de jun de 2009

Nunca é tarde!!!


Sensações, como são difícies de serem expressas...
O coração bate tresloucadamente, as mãos suam, nervos a flor da pele e aquela incerteza latente: ligar ou não ligar? E se ele não lembrar de mim? E se simplismente me ignorar?
O que fazer???
Coração retumbando dentro do peito, ansiedade pura, pulsação como se tivesse acabado de correr uma maratona... E então ela decide: vou ligar e seja o que Deus quiser!
Levanta de sua mesa de trabalho, atrolhada de atolada de processos complicadíssimos que destrincha com a maior facilidade e o medo se apodera dela... Não vou desistir, hoje eu vou ligar... Seus dedos tremulam ao digitar os números, código da operadora, 3 nºs, código da área, + 2, número do telefone, + 8, são 13 intermináveis números que ela digita durante os quais ela simplismente não raciocina para não desistir.
Números discados, telefone chamando, toca uma, duas, três, ela já até está querendo desligar pensando; viu, ele não atendeu, a culpa não foi minha!; Quando ouve um alô do outro lado, daquela voz tão conhecida, jamais esquecida, apesar do tempo passado, ela tira uma força que não sabia que possuía e começa a falar... Primeiro coisas triviáis; como tu estás, e o trabalho, saúde?; e todo aquele papo educado que aprendemos a ter... Perguntas que vão, respostas que vêm, questões respondidas e o tempo passando e ela pensando: eu não vou conseguir... Mas ela é uma mulher determinada, que aprendeu a lidar melhor com suas emoções e que acha extremamente injusto esconder seus sentimentos dos outros e de sim própria...
Então menciona: isto não tem nada a ver com você, eu é que preciso te dizer isso... respira fundo e solta o verbo, com uma coragem que vem das entranhas: tu não sabes como eu te amei naquela época... ela nunca havia dito isso com todas as palavras: EU TE AMO! Apesar das atitudes indicarem, os olhos falarem, mas a bora era reprimida... Não conseguia dizer durante todos os momentos apaixonados e maravilhosos vividos, essas palavras mágicas... ela ainda era uma menina-mulher, confusa, apaixonada... e achava que não dizendo isso, deixava de entregar o que já havia sido entregue a muito tempo: sua alma, seu coração e seu corpo... Quanta bobagem... só o tempo e a experiência a deixaram ver isso... Vitória! Ela disse! Conseguiu! Está em paz com sua consciência. Disse a quem nunca havia dito que o amava, apesar de um atraso de dez anos, mas isso é detalhe! Ela deixou de dizer, ele deixou de ouvir, será que mudaria algo??? Agora isso não interessa... Ele pareceu um pouco pertubado e diz que ficou emocionado... Retribuiu com o velhor jargão: eu também gostei muito de ti...
Ela não acredita que cumpriu a missão que tinha estabelecido para si mesma, então se despede: um beijo para ti; e desliga.
Volta para sua sala, senta em frente ao seu computador, como se nada tivesse acontecido! Tudo parece igual, seus colegas sérios trabalhando, os processos se avolumando e ela tenta se concentrar, seus olhos enchem de lágrimas, ela havia vencido mais uma batalha! Ela era uma mulher de verdade que não esconde o que sentiu, sente e sentirá! Cresceu e amadureceu!
Se parabeniza mentalmente e pensa: a liberdade realmente é azul (linda)!

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